segunda-feira, 11 de maio de 2015

Opinião da semana

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Dilema de Sofia

Há duas coisas que um chefe de governo precisa estar atento permanentemente. A primeira é a base de sustentação política. Sem ela o governo envelhece rápido e ficando velho deixa de ser atrativo e perde o sentido de futuro. A segunda é o apoio popular. Sem isso um governo deixa de existir e assim antecipa o próprio cadafalso. Foi assim com Agnelo Queiroz. A população tem o próprio tempo. E o fim deste tempo está ligado às suas necessidades e não às necessidades do governo. Governo ruim acaba logo no consciente popular e nem uma melhora futura consegue tirar uma primeira impressão de incompetência e incapacidade. O discurso do rombo não cola mais. Passados quatro meses de um governo com um orçamento de R$ 36 bilhões, significa que quase R$ 15 bilhões já entraram no caixa. Um bilhão de economia por mês e o problema estaria resolvido em quatro meses. Ou que fosse uma economia de R$ 500 milhões por mês em oito meses. Mas não foi feito nem uma coisa, nem outra. Os gastos de governo viraram uma caixa preta. E rolar a dívida pra 2016 dividida em parcelas é medida pra lá de mal recebida. Erra quem pensa que pode enganar a todos o tempo todo. E erro em governo que tem chefe é sobre ele que recaem as cobranças e as insatisfações. Um governo não pode ter dois comandos. Afinal diz o dito popular: manda quem pode, obedece quem tem juízo. Se os "filhos do governador" estão brigando entre si e com isto rachando o governo, é hora de agir. Ou escolhe um e assume as conseqüências ou retira ambos e recomeça o governo. Foi assim com Sofia e tá passando da hora de Rollemberg decidir, antes que seja tarde demais.

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