segunda-feira, 4 de maio de 2015

Opinião da semana

Pandora: depois de nua, agora é suspeita

Se por ocasião das reportagens sobre os depoimentos de ex-auxiliares de Durval Barbosa ao Ministério Público Federal nos fez anunciar que a Pandora estava nua, a leitura atenta do que foi dito somada à novas informações publicada pela imprensa local, nos faz concluir que a Pandora está sob suspeita. O primeiro fato diz respeito ao depoimento prestado pelo editor das gravações do Delator, que, com todas as letras, informa ter prestado depoimento em 2010 à Sub-procuradora-geral, Raquel Dodge, na presença de membros do MPDFT e este depoimento simplesmente foi ocultado. Ninguém sabe, ninguém viu. O segundo ponto foi a manipulação do Delator na divulgação das gravações por um jornalista e um advogado, na casa do primeiro, no dia seguinte à operação da Polícia Federal. Durval, sob proteção do MP, estava em São Paulo e, de lá, ligou pra orientar ao ex-assessor sobre quais gravações deveria dar cópia. O que confirma que outras foram preservadas. E a terceira é o desmentido categórico sobre a estória rocambolesca do aparecimento da gravação com a ex-deputada Jaqueline Roriz e seu marido. Aquela história de um carro roubado no Gama, com um HD com as imagens. Tudo desmentido pelo próprio. Agora vem a notícia de que a filha mais velha do Delator esta nomeada no gabinete do deputado federal Laerte Bessa, que na época era suplente de Jaqueline Roriz. Quem ler a reportagem do Correio da época, em 2011, vai compreender tudo e chegar a mesma conclusão: mentir o Delator já mentiu. Agora é hora do Ministério Público do DF parar de se deixar enganar e investigar a fundo tudo isto. Se assim não for a Pandora fica sob suspeita e o Delator prova que manda mesmo, até em quem teria que investigá-lo.

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