terça-feira, 26 de maio de 2015

Três perguntas para... Roberto Giffoni

Imagem da Internet
Giffoni: legado acabou

Roberto Giffoni é procurador federal de carreira. Já foi Secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, mas foi à frente da Corregedoria do DF e da Secretaria da Ordem Pública, na gestão Arruda, que ganhou visibilidade. Giffoni foi responsável pela execução do programa Brasília Legal, que organizou a presença de ambulantes da região central do Plano Piloto e em todo o DF, coibiu invasões e fiscalizou a aplicação de recursos públicos. Apesar de seis anos longe de cargos no GDF, acompanha a política local. E nesta terça-feira responde às "três perguntas do dia..."


CB- O (seu) legado deixado na fiscalização e na Corregedoria foi desfeito?
Giffoni: Totalmente. Brasília virou terra de ninguém. Camelôs, transporte pirata, invasões de terra pública pra todo lado, publicidade irregular e o principal, descontrole das contas públicas. Todos perderam com o populismo e a politicagem.

Endurecer a fiscalização ajuda ou destrói um governo? 
O que atrapalha um governo é a falta de convicção para cumprir os compromissos assumidos com a população e montar uma equipe que não seja capaz de remar pro mesmo lado. Onde cada um olha pra si e não pro governo como um todo.

Sobre o atual governo local... Como avalia os 5 primeiros meses?
Comprou desgastes desnecessários, tá burocrata demais e muito dividido. Mas, principalmente, se esquece que o que faz um governo andar são os seus servidores e não o seu orçamento. Torço pela derrubada das Adins (que pretendem derrubar aumento de salários). O Governo tá perdendo pra si mesmo. Já é hora do governador dar um freio de arrumação ou corre o risco de sair definitivamente dos trilhos. Brasília e seu povo não merecem isto.

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