segunda-feira, 15 de junho de 2015

Opinião da semana

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Eterno desafio

Os habitantes do DF estão perplexos com o crescente aumento do número de moradores de rua em Brasília e em todas as cidades satélites. Os reflexos da crise econômica pode ter sido o grande vilão para acentuar o problema. O fato tem redundado na ocupação de diversos prédios abandonados, sobretudo em Brasília, em locais como a área central, Setor Comercial Sul, Eixão Norte e Sul e Parque da Cidade. Dados do GDF indicam que 90% dos moradores de rua do DF são remunerados com atividades de renda informal. Destes 14,1% não usam drogas de nenhuma espécie, 41,2% utilizam drogas lícitas e 44,44 usam drogas ilícitas - maconha (12,5%), crack (9,2%) e cocaína (5,1%), segundo informações da Coordenação de Promoção dos Direitos de Pessoas em Situação de Vulnerabilidade da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. O Serviço de Abordagem Social apresentou o ano passado dados que o Distrito Federal tem 2,5 mil pessoas que moram nas ruas das cidades. Tanto nas regiões administrativas quanto no centro de Brasília é possível ver famílias que vivem de forma precárias, abrigadas em barracas de lona, sem as mínimas condições de higiene.. A maioria vem de cidades do entorno e de outros estados. Contudo observa-se a chegada de desempregados de serviços formais do DF cuja perda de emprego implicou na falta de recursos para manter a locação dos seus imóveis. Além da proteção integral no sentido de dar alimentação, do banho, do local para dormir, é feito um acompanhamento por uma equipe de assistentes sociais, psicólogas, educadores, onde vão ser trabalhadas com ele as questões relacionadas a educação, socialização, ao trabalho, acesso ao mundo do trabalho. O GDF precisa tomar providências para que este drama social latente não tome proporções gigantescas, as medidas em curso não estão demonstrando a eficácia necessária e os flagelos estão marcados na paisagem dos locais citados. Apesar de todos os esforços o quadro tem deixado o contribuinte preocupado e ainda mais inseguro.

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