sexta-feira, 5 de junho de 2015

Três perguntas para... Adelmir Santana

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Adelmir Santana: descartado ida para o GDF

Ex-senador e atual presidente da Fecomércio-DF (que administra o SESC, Senac e IF Estágios), Adelmir Santana responde às "três perguntas do dia..." Em pauta os rumos do governo local, a situação da economia e as necessidades do setor empresarial.


CB- Como o senhor avalia os primeiros cinco meses do governo local?
Adelmir Santana: Creio que tem sido um período de ajuste. Brasília se encontrava, no final de 2014, numa situação muito difícil do ponto de vista administrativo, com muitos problemas de gestão nas principais áreas, como educação, saúde, segurança e transportes, tanto que movimentos grevistas eram constantes nessas bases. A população tinha consciência de que as coisas não iam bem durante a gestão passada. Depois, em janeiro deste ano, soubemos pela imprensa e pelo governador eleito Rodrigo Rollemberg que a situação era ainda mais crítica do que nós imaginávamos, pois havia um déficit financeiro muito grande nas contas do governo. Agora, o real tamanho desse rombo está sendo questionado e é preciso que se chegue ao valor correto. Independente disso, percebemos que o governador Rodrigo Rollemberg tem feito um esforço para ajustar as contas públicas e colocar o governo em ordem. Como representantes dos setores de comércio e serviços, nós somos favoráveis a todas as medidas que envolvem transparência e enxugamento da máquina administrativa. Consideramos, inclusive, que o GDF pode ser mais arrojado nesse sentido. Na questão do ajuste fiscal, porém, somos contrários ao aumento de impostos como forma de aumentar as receitas do governo. Acreditamos que o Estado deve buscar outras formas de superar a crise, investindo em medidas mais criativas e em parcerias. Percebemos, no entanto, que passados esses primeiros meses, é chegado o momento de avançar, de tirar os projetos estruturais do papel, de estimular o setor produtivo e de investir no Entorno como forma de aliviar as pressões exercidas no DF.

O senhor assumiria algum cargo no governo do Distrito Federal?
Não. Sou presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal, do Sesc, do Senac e do Instituto Fecomércio, e junto com os meus pares estou lutando em defesa do empreendedorismo e do desenvolvimento de todo o DF, com geração de renda, emprego e justiça social.

Como estimular a retomada do consumo?
O Brasil vive uma situação econômica muito difícil nacionalmente. As famílias estão bastante endividadas, o crédito está mais caro e os juros e a inflação estão mais altos. Não existe uma solução simples. É preciso tirar as reformas estruturais do papel, aumentar a competitividade do setor produtivo e realizar as obras de infraestrutura necessárias para promover o desenvolvimento do País. Localmente, mais do que nunca, os empreendedores precisarão usar a criatividade, investir em estratégias de comunicação e marketing, realizar promoções e ajustar as contas.

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