sexta-feira, 19 de junho de 2015

Três perguntas para... João Dias

Divulgação
JD: temos uma política de exclusão

Polêmico, pragmático e contundente. Essas características definem bem o policial militar João Dias, que garante: está mais lúcido do que nunca. Nesta semana esteve na Justiça Federal para mais uma audiência do processo aberto após a Polícia Civil encontrar supostas irregularidades em repasses do Ministério de Esporte a ONGs. Na época a pasta era comandada por Agnelo Queiroz - desde então adversário declarado de João Dias, que nesta sexta-feira (19) responde às "três perguntas do dia..."


CB- Já pensou em deixar o DF por conta de tudo o que passou?
João Dias: Confesso que a situação dos últimos cinco anos foi cognitivamente, fisicamente e até espiritualmente muito tensa. Ameaças de morte constantes, diversas ações covardes, medíocres e baixas contra mim, minha família e alguns amigos. Mas o pior de tudo foi a utilização da estrutura pública, do executivo local e até parte do nacional, para este fim. Ações que muitas vezes partiam da segurança pública local, com perseguição desequilibrada, desnecessária, promiscua e simplesmente ridícula de alguns membros com grande poder de decisão. A pressão vinha desde o alto oficialato da PMDF, passando por delegados mal intencionados e, lamentavelmente, até mesmo de alguns setores da mídia comprada. Em especial a escoria de alguns "blogueiros" (uns 3 ou 4) que não passam de tomadores profissionais de dinheiro. No entanto, apesar de tanto sofrimento, eu sempre acreditei em Deus. Apesar dos ferimentos, quem possui fé e verdade vence qualquer batalha. Ressalto que a principal arma utilizada por esses inconsequentes meliantes foi a de tentar me desqualificar, agindo intensamente para macular a minha imagem. Tentaram até mesmo me imputar homicídio! Além de atentados contra minha vida, abafados no executivo local. Devagar e na justiça estamos derrubando cada uma dessas covardias.

O que é mais difícil aprender a lidar: política ou artes marciais?
A verdadeira arte marcial é um estilo de vida, uma filosofia que prega valores como: honra, fé, glória, proatividade, amor, dedicação, disciplina, determinação, respeito, ética, moral, profissionalismo e solidariedade. Ou seja: a arte marcial pratica a vida e a alegria. Já a política deveria ser habilidade, civilidade e articulações a fim de praticar o "bem comum". Mas, lamentavelmente, é utilizada por muitos interessados apenas no "bem próprio, particular e/ou familiar". Não é possível! Isto demostra que temos uma política de exclusão. Quem é amigo do dono está bem! Ainda assim acredito que conseguiremos disciplinar a política praticada atualmente, em virtude da velocidade de informação e a dificuldade atual e progressiva dos mal-intencionados em esconder os malfeitos.

O GDF está melhor ou pior sem Agnelo Queiroz?
Ainda acho muito precoce avaliar com afirmações definidas. Porém está claro, exposto e notório que está em dificuldades. E enquanto o governador não atender os compromissos particulares de alguns deputados da base (empregos, contratos e/ou diversos outros benefícios), eles farão de tudo para o governo não andar, mesmo sacrificando a população. Para esses poucos deputados, só não pode haver sacrifício de suas "equipes", o resto é resto. Concluo afirmando que muitos "horrores" ainda poderão surgir e expor parlamentares. Uma dessas situações tem a ver com o fato de quase 1/4 dos atuais distritais terem recebido algum tipo de apoio de material e/ou financeiro de um influente integrante do governo passado - que não teve 10% de votos de retorno. Deixo claro que não estou acusando ninguém, mas se por acaso a carapuça servir, que se jogue a primeira pedra e aguarde um tsunami!

Nenhum comentário:

Postar um comentário