segunda-feira, 27 de julho de 2015

Opinião da semana

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Jogo de cartas marcadas

O setor de transporte no DF nunca foi tema de grande importância ao longo dos mais de 50 anos da capital. Na verdade com o crescimento populacional dos anos 90, fruto das novas cidades, só então o assunto ganhou destaque. Explorado por poucos que enriqueceram muito e ofereciam quase nada para quem precisava se deslocar. Ônibus velhos, sem controle, muito subsídio e, por fim, as vans irregulares, cujo fim foi comemorado, menos pelas máfias que se beneficiaram delas. Os órgãos de controle e fiscalização do sistema, tão velhos quanto os ônibus, pouco fizeram. Resultado: licitações de fachada, bilhetagem nas mãos dos empresários e transporte pirata à vontade na Capital Federal. Finalmente, a tacada final: mudaram o nome. Da antiga Secretaria de Transportes temos agora a Secretaria de Mobilidade. Os vícios e os erros continuaram os mesmos. E a mobilidade oh, só aparece no discurso e nas multas. Milhões em multas. Agora mudam os nomes de integrantes da secretaria, afinal pneu careca e peças desgastadas, segundo o próprio secretário, devem merecer a devida troca. Para o  DFTrans inovaram, mas um estrangeiro, direto do Espírito Santo, um Estado que não é lá o melhor exemplo de mobilidade. A continuar assim vão ter que apelar pra Deus, coisa que a população já faz todos os dias. Afinal só Deus sabe se o cidadão vai chegar no trabalho ou em casa a tempo e a hora.

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