terça-feira, 14 de julho de 2015

Três perguntas para... Arthur Bernardes

Imagem da Internet
Arthur Bernardes: revisão no Pró-DF

Com perfil técnico, o secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável Arthur Bernardes teve bastante trabalho ao longo dos últimos seis meses. O principal deles foi acalmar os nervos do setor produtivo e de deputados distritais, diante da cobrança por ações mais políticas e menos burocráticas. Afinal, políticos e empresários são unanimes em dizer que o DF travou. Sobre esses assuntos ele responde às "três perguntas do dia..."


CB- A relação entre governo e setor produtivo melhorou?
Arthur: É um processo constante de construção dessa relação, mas tem melhorado bastante. O mais importante é que essa relação, que anteriormente era tratada com ingredientes escusos, a exemplo da grande quantidade de denúncias de irregularidades que vem sendo apuradas, agora é de diálogo franco, olho no olho, com processos transparentes de informação e gestão. Importante também destacar que temos ouvido bastante o setor para buscar soluções a curto e médio prazo para as demandas mais constantes.

O que o GDF tem feito para evitar a fuga de empresas para outras unidades da federação?
O DF é um dos locais com maior potencial para crescimento, com o terceiro mercado consumidor do Brasil. O desenvolvimento da cidade passa pela industrialização e é preciso criar alternativas para gerar emprego e renda. Isso passa necessariamente pelo fomento da região do Entorno. Pelas linhas gerais do projeto, podemos incentivar a abertura de micro pólos para produzir os materiais necessários para sustentar as futuras atividades industriais, com linhas especiais de incentivos fiscais, licenciamentos e alvarás justamente para atrair recursos do capital privado.

O Pró-DF será retomado com o mesmo gás que teve no passado?
O Pró-DF foi uma iniciativa de vanguarda no Brasil, idealizado inclusive com a participação protagonista do nosso deputado federal Rogério Rosso (PSD), à época secretário de Desenvolvimento Econômico do governador Roriz. Mas, ao longo dos anos, ele foi desvirtuado e hoje perdeu a sua essência. O diferencial do projeto no qual estamos trabalhando nos últimos meses é justamente criar cadeias produtivas completas, ao contrário da iniciativa de criar apenas áreas com benefícios para atrair os investidores, como o Pró-DF e o Pólo JK.

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