quinta-feira, 23 de julho de 2015

Três perguntas para... Rafael Prudente

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Rafael Prudente: independente

Deputado distrital em primeiro mandato, Rafael Prudente (PMDB) se diz independente. Na Câmara Legislativa tem defendido, sobretudo, o setor produtivo - de onde veio. Sobre esses e outros assuntos ele responde às "três perguntas do dia..."


CB- Como avalia o projeto de lei que proíbe o GDF de contratar empresas ligadas aos deputados?
Rafael Prudente: Sou favorável ao projeto, mas ele precisa ser mais abrangente, por isso apresentei emendas a proposta. A Ideia é ampliar o projeto incluindo também integrantes do poder executivo, como Governador, Vice-governador, Secretários, subsecretários, Administradores Regionais e presidentes e diretores de empresas públicas, autárquicas ou fundacionais. Nós nos preocupamos aqui em não colocar só parlamentares, mas também membros do Poder Executivo, que poderiam muito bem de acordo com a atual legislação assinar um contrato com sua própria empresa.

Em relação ao atual governo, Rafael Prudente se considera base, oposição ou em negociação?
Minha postura ou linha política não pode ser atribuída a nenhuma destas opções: base, oposição e muito menos em negociação. Vou manter a postura que adotei no primeiro semestre todo. Sou Independente e vou votar favorável somente aos projetos que não venham prejudicar a população. Não tenho vinculo com o governo, não fiz nenhuma indicação para cargos, não indiquei nenhum administrador e por isso não estou comprometido com o governo. Meu compromisso é com a sociedade.

De que forma o governo local pode atuar para ajudar o setor produtivo a sair do sufoco?
Venho do setor produtivo e sei o que está acontecendo. Falta incentivo, falta infraestrutura, falta atenção do governo para o setor. É preciso abrir novas linhas de crédito com juros menores para os empresários, principalmente para os micro e pequenos empreendedores. Temos que criar novas Áreas de Desenvolvimento Econômico - ADEs em todo o Distrito Federal. O Governo precisa pagar o que deve aos fornecedores (dívidas do ano passado) e movimentar o mercado, isso abriria mais postos de trabalho e daria mais fôlego as empresas. É preciso diminuir o números de secretarias. O governo tem que ser mais ágil na liberação de alvarás, habit-se e licença de funcionamento. Muitas imóveis estão fechados por falta de autorização de funcionamento. Muitas medidas já poderiam ter sido adotadas, é preciso mais vontade política para fazer Brasília dar certo.

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