quinta-feira, 30 de julho de 2015

Três perguntas para... Robério Negreiros

Divulgação
Robério: governo ainda está perdido

Oriundo do setor produtivo, o deputado distrital Robério Negreios (PMDB) está preocupado com a forma com que o GDF tem tratado os empresários. No campo político também prega a independência entre os poderes. Sobre esses e outros assuntos ele responde às "três perguntas do dia..."


CB- Como avalia os sete primeiros meses do atual governo?
Robério:
O Governo ainda está perdido e preso ao mesmo discurso repetitivo da herança maldita. Está na hora de mostrar a que veio. Os cidadãos não conseguem mais acreditar em discursos bonitos e demagógicos e querem resultados.Tenho a impressão de que o atual governo já está mal avaliado e se não mudar a direção com urgência, vai aprofundar ainda mais os graves problemas que o Distrito Federal tem enfrentado. É inadmissível dizer que faltam recursos para a Saúde e para o pagamento da folha dos servidores, tentar aumentar os impostos -elevando o IPTU, em alguns casos, em mais de 600% - e, pouco tempo depois, anunciar um pacote politiqueiro com investimentos da ordem de R$ 5 bilhões. Ou começa a trabalhar, ou teremos mais quatro anos perdidos na história do DF.

Acha que a crise entre poderes será amenizada no segundo semestre?
O Legislativo é o guardião dos direitos do cidadão. Então não entra em crise com outros poderes. Porém, o Executivo precisa entender que somos poderes independentes e os deputados eleitos não vão se furtar a fazer a defesa do povo. Acho que sucessivos governos tentam endemonizar a Câmara, com o único objetivo de enfraquecê-la. Essa é uma visão ligada àqueles que têm o espírito de ditadores e acham que são donos do governo. A CLDF tem feito seu papel institucional e acredito que continuará fazendo. O jogo sujo, com gravações e exposição malsã de deputados não vai fazer com que a Câmara dê um passo atrás. Não vamos aceitar aumento de impostos, sem que a necessidade fique evidente. Também não vamos deixar que interesses pouco ou nada republicanos prevaleçam na venda de ativos das empresas públicas. A terceirização dos serviços públicos na pasta da Saúde, também será olhada com lupa por todos nós, deputados distritais eleitos pelo povo. O governo precisa descer do palanque das eleições e começar a trabalhar. Os distritais estão todos os dias nas cidades. Nós sabemos quais as reais demandas do povo e queremos colaborar. O governo, se entender isso, não terá dificuldades com a Câmara, pois todos estaremos unidos no mesmo propósito: cuidar da nossa gente e transformar os graves males que atingem o DF em oportunidades.

Sobre economia... De que forma o governo local pode atuar para ajudar o setor produtivo a sair do sufoco?
Acho que se o governo honrar os compromissos que já existem, já estará dando um passo nesta direção. O ditado popular diz que quem não ajuda, não deve atrapalhar. O governo, em seu discurso, trata o setor produtivo como um inimigo. Esse é um retrocesso ideológico aos tempos em que o mundo estava dividido de maneira maniqueísta entre bom e mau, entre liberais e comunistas. Os empreendedores giram a economia, alimentando o círculo virtuoso de geração de emprego e renda, aumento do poder de consumo, aquecimento da economia local e da arrecadação de impostos. O DF tem excelentes empresários que reinvestem aqui seus lucros. Quase todos são gente de bem. Então porque privilegiar apenas alguns poucos amigos do rei?!. O governo precisa entender o setor produtivo como parceiros e colocá-los na mesa para ajudar a buscar soluções para a crise que estamos passando. Ficar encastelado no Buriti, longe das ruas, do povo e dos empresários, é uma visão míope e que não ajuda em nada. O governador precisa andar menos de helicóptero e colocar mais os pés na realidade.Tenho certeza que os nossos empresários e todo o setor produtivo vão ajudá-lo, e muito.

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