terça-feira, 11 de agosto de 2015

Notícias da política

OPINIÃO DA SEMANA

Tem jogo que dá gosto de assistir, embora haja partidas em que o time só é bom no papel. Calma, não estou falando do Brasileirão! Me refiro ao gol de placa marcado numa tabelinha sensacional pelo time de Goiás. Lá o Procon pesquisou, comprovou a uniformidade e o abuso dos preços, lançou na medida para a Justiça, que emendou de primeira, furando a retranca dos donos de postos de gasolina, que malandramente aumentaram os preços, na cara de todo mundo. E se deram mal. Resultado: vitória da moralidade, da legalidade e do povo goiano. Podem baixar os preços e nada de precinho igual, disse sua Excelência. Multa diária e um belo puxão de orelha na esperteza. Já em Brasília... o preço é abusivo e uniforme e ninguém tem dúvida. Riem de nós. Fora um posto sofredor da Asa Norte, a bem da verdade, o resto tá tudo no mesmo balaio. O GDF finge que não é com ele e o Procon faz cara de paisagem.

Já o Ministério Público, ao que parece está contundido, pois não enxerga a esperteza dos donos de postos. Todos conhecidos e nas colunas sociais. A Justiça, coitada, está vendada e sozinha nada pode fazer. O time da capital do país é desentrosado, lento, fora de forma e só se mexe quando sai algo na mídia. Se não vira pauta o povo que se lixe. Moral da história: nossa defesa sempre toma de goleada. Afinal o time de cá é patrocinado por redes que, de quatro em quatro anos, estampam suas marcas nas campanhas eleitorais. Quem não conhece o tal ticket combustível, distribuído com desenvoltura entre todos que trabalham em campanhas. Ao que parece não tem jeito não. Coitados de nós.


Termômetro
Rollemberg havia convidado os 24 distritais para um café da manhã hoje (11) na Residência Oficial de Águas Claras. No início da noite de ontem (10), o encontro foi cancelado. A renúncia de Domingos Lamoglia ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas pesou na decisão de adiar a reunião, que foi remarcada para quinta (13). A sucessão no TCDF vai entrar na pauta, que contará ainda com discussão em torno de mais uma etapa do “Pacto por Brasília”. Diante das novidades, não será surpresa se dois deputados do PT apareceram para o café. Um deles inclusive já declarou “estar em dúvida sobre a ida”.


Blindagem
O Palácio do Planalto tem feito de tudo para impedir o andamento da “pauta bomba” na Câmara dos Deputados. Vale até impedir a abertura de sessão. Tarefa que tem sobrado para a vice-líder do PT na Casa, a deputada Erika Kokay. Já foram três requerimentos, um deles ontem (10), exigindo quorum para abertura dos trabalhos.


Na Berlinda
O Corpo de Bombeiros suspendeu a licitação para a compra de uma lancha, que serviria para atender ocorrências no Lago Paranoá. O custo estimado é de R$ 1,5 milhão. Uma empresa apresentou pedido de impugnação do edital, alegando que é restritivo. O caso está sendo avaliado. O processo não tem data para ser retomado.


Em prol do Uber
O GDF montou uma comissão com o intuito de modernizar a política de transporte individual de passageiros. O objetivo principal é incluir novos tipos de serviços, como os oferecidos pelo Uber. Fazem parte da comissão representantes das secretarias de Mobilidade, Fazenda e Segurança, além de servidores do Detran, PM, Procuradoria-Geral e Casa Civil.


Crise?
A venda de veículos usados no DF aumentou 6% em julho se comparado ao mês anterior, com medida de 822 negócios fechados por dia. Se o parâmetro for o mesmo período do ano passado a melhora foi de 19,6%. O dado é da Federação Nacional das Associações das Revendedoras de Automóveis, a Fenauto. O carro usado mais vendido no DF continua sendo o WV Gol.


Fim da farra!
O distrital Júlio César (PRB) está inconformado com o valor da gratificação paga aos conselheiros das empresas públicas do DF. A remuneração é feita por cada reunião, sendo que a soma mensal não pode passar de R$ 13 - o equivalente a 40% do salário de um presidente de empresa. Pela proposta apresentada pelo deputado, esse percentual máximo cairia para 20%. Ou seja: metade do que recebem atualmente os conselheiros.


Suspenso
A justiça ordenou a suspensão dos seis contratos firmados entre o comando do Exército e a empresa Glágio do Brasil para o fornecimento de 44 mil capacetes balísticos à instituição. A decisão – em caráter liminar – é uma resposta ao pedido apresentado, no mês de julho, pelos Ministérios Públicos Federal (MPF) e Militar (MPM). Na ação civil pública, os autores citaram a existência de indícios de que os equipamentos não oferecem segurança aos militares. Juntos, os contratos representam um custo de R$ 44,2 milhões aos cofres públicos.


Reflexão do dia...
“Está na hora de voltarmos a ideia de implantar o parlamentarismo no Brasil. As crises políticas seriam superadas mais facilmente”. Eliana Pedrosa, ex-deputada distrital.

Para finalizar... Pelos cofres do GDF já passaram R$ 17,1 bilhões em 2015. Somente em arrecadação de impostos foram R$ 7,7 bilhões.

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